sábado, 19 de setembro de 2015

Rapunzel baiana

Ela é levemente baiana
Ou completo axé
Soteropolitana
Logo depois do até

É a morada
É o lar
É a tão sonhada
Metade do par

Longas tranças
Nova Rapunzel
E não cansa
De tocar o céu

Seu olhar é brisa
Afaga e conforta
No chão que pisa
Sabe que estará morta

Seu corpo é capoeira
Ágil e cheio de ginga
É solteira
O romance não vinga

Senhor Melanina
Não quer nada sério
Mesmo que muito sinta
Só quer saber de mistério

Alianças no dedo
O sonho da nova Rapunzel
Mesmo sendo cedo
Pra casar no papel

Não quer casar de vestido
Mas quer saia rodada
Compartilhar com os amigos
A vitória do amor alcançada.

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