sábado, 19 de setembro de 2015

Mina de sonhos

Ela vivia num mundo
Onde era proibido sonhar
Amar era tudo
O que podia demonstrar

Amar era como
Um sopro de vida
Porque uma vida sem sonhos
É como não ter saída

Ela achava que sonhar
Tinha um gosto
E que, seu paladar,
Era insosso

Ela achava que sonhar
Dava asas
E, que voar,
Era uma dádiva

Olhava para o céu
E via como era azul
Balançava o véu
No vento que vinha do sul

Um dia, por acaso
Descobriu uma "minha de sonhos"
Pegou um punhado
E os entregou a um senhor risonho

E disse: Cuide deles
Como se fossem seus
Faça seres
Com sonhos maiores que os meus.

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