sábado, 19 de setembro de 2015

Rapunzel baiana

Ela é levemente baiana
Ou completo axé
Soteropolitana
Logo depois do até

É a morada
É o lar
É a tão sonhada
Metade do par

Longas tranças
Nova Rapunzel
E não cansa
De tocar o céu

Seu olhar é brisa
Afaga e conforta
No chão que pisa
Sabe que estará morta

Seu corpo é capoeira
Ágil e cheio de ginga
É solteira
O romance não vinga

Senhor Melanina
Não quer nada sério
Mesmo que muito sinta
Só quer saber de mistério

Alianças no dedo
O sonho da nova Rapunzel
Mesmo sendo cedo
Pra casar no papel

Não quer casar de vestido
Mas quer saia rodada
Compartilhar com os amigos
A vitória do amor alcançada.

Mina de sonhos

Ela vivia num mundo
Onde era proibido sonhar
Amar era tudo
O que podia demonstrar

Amar era como
Um sopro de vida
Porque uma vida sem sonhos
É como não ter saída

Ela achava que sonhar
Tinha um gosto
E que, seu paladar,
Era insosso

Ela achava que sonhar
Dava asas
E, que voar,
Era uma dádiva

Olhava para o céu
E via como era azul
Balançava o véu
No vento que vinha do sul

Um dia, por acaso
Descobriu uma "minha de sonhos"
Pegou um punhado
E os entregou a um senhor risonho

E disse: Cuide deles
Como se fossem seus
Faça seres
Com sonhos maiores que os meus.

Meus versos

Estes versos que escrevoSão para provocar sorrisos
Por favor, não tenha medo
De mostrar aos seus amigos

Espalhe estes versos
Em cada canto da cidade
Até para quem não tem acesso
Aumente a visibilidade

Marque uma reunião
Para falar do que escrevi
Para provocar emoção
Nos corações que parti

O perdão será uma palavra
Que eles conhecerão
A comoção estará armada
Eles não recuarão

Meus versos tem o poder
De desarmar o orgulho
Eles podem aquecer
Num dia frio de julho

Eles podem te convencer
De que o bem vale a pena
Eles podem converter
Uma alma pequena

Você pode seguir meus versos
Como numa religião
Se um dia foi um cético
Se transformará num cristão

Isso não acabará
O efeito é permanente
O bem dominará
Não sairá da sua mente